
Mitologia Egípcia
A História da Mitologia Egípcia
De acordo com a mitologia egípcia, em similaridade com as demais, a vida partiu do Caos, ou Isfet, comandado por Apófis, a serpente representadora dessa força. Do profundo oceano de caos chamado Nun, surgiu Atum, ou Rá, o deus do sol, o primeiro índice de Ordem, ou Maat. Rá imediatamente criou Shu e Tefnut, o deus do ar e a deusa da chuva, respectivamente, e esses criaram Geb e Nut, os deuses da terra e do céu. Estes, por sua vez, tiveram cinco filhos, Osíris, Set, Ísis, Hórus e Neftis. Rá tinha proibido Nut de ter seus filhos em qualquer dia do ano, porque uma profecia dizia que um deles ia o destronar, então a deusa negociou com Khonshu, o deus da lua, por luar o suficiente para criar mais 5 dias ao ano, quando teve seus filhos. Osíris, então, foi morto por seu irmão Set, o deus do mal, e se tornou o senhor do submundo. Ísis, a deusa da magia, esposa de Osíris, ajudou seu irmão, Hórus, o deus da guerra, a fugir de Set, e quando o venceram, com ajuda de Neftis, esposa de Set e deusa dos rios, Isis obrigou Rá a se aposentar e dar o trono a Hórus.
Duat
O Duat é a dimensão dos deuses, espíritos e magia. Ele existe por baixo da superfície do mundo "andante", a camada mais superior, o mundo dos mortais, como magma por baixo da crosta terrestre. Por submergir logo abaixo da nossa realidade, um pode usa-lo para transpor grandes distâncias, uma vez que as noções de espaço tempo são diferentes por cada camada do Duat, que se sobrepõem como camadas de um folhado.
Quando dormimos, uma parte de nossa alma, o "ba" viaja á camada imediatamente interior, podendo viajar pelo Duat durante o nosso sono. É o lugar para onde os deuses vão quando são derrotados, mortos ou banidos em nosso mundo mortal, e onde suas essências são restauradas. Também é o lar dos mortos humanos, nos domínios do deus da morte, Osíris.
O duat é dividido em várias profundidades, como o Abismo (a camada mais profunda e secreta, onde fica o Nun, o mar do caos, e Apófis, o deus do caos. Também abriga o Rio da Noite, por onde Rá viaja ao pôr do sol até emergir do outro lado no início de outro dia. A Terra Dos Mortos, para onde vão as almas mortais, ou Aaru (pós-vida) e a Terra dos Demônios, para onde vão os monstros e criaturas egípcias quando mortas. Atravessar camadas costuma funcionar como viajar em uma montanha russa, causando certo desconforto.
Partes da Alma
Para os egípcios, todas as almas se dividem em cinco partes, que nos formam como humanos ou semidivinos, quando unidas. Elas são:
Ib - O Ib era o coração para os egípcios, onde ficavam reunidas suas ações e decisões, seu caráter, que vinha a ser pesado em sua morte, no Grande Salão de Osíris, para decidir onde você passaria sua pós-vida.
Ren - A identidade, ou o nome secreto de alguém. É o conjunto de todas as coisas que fazem de você, você. Suas experiências, conhecimentos, ações, gostos, vergonhas, medos, toda a sua vida.
Sheut - Sua sombra. A parte mais secreta e escondida da alma de alguém. São seus maiores segredos, maiores inseguranças, aquilo que se mantém escondido de tudo e todos. Expor seu sheut é como expor as camadas mais profundas de sua essência.
Ba - O Ba é a personalidade de alguém, o conjunto de coisas que forma suas formas de agir, seus interesses e gostos. É como o subconsciente, levado pelos sonhos. Possui forma de uma galinha de rosto humano.
Ka - Sua força vital. É a parte da alma que se perde no desencarnar, na passagem para o Duat. É sua energia e mana, sua vida.
O que são magos?
O Antigo Egito era regido por seus faraós e faranis, por seus sacerdotes, escribas e, principalmente, por seus magos. Eram estudiosos de grande poder na civilização, com habilidades incríveis possibilitadas pelos deuses. Os magos da atualidade são descendentes desses magos, herdaram a magia em seu sangue. É comum que essa habilidade mágica de aprender pule uma ou mais gerações, mas uma hora ou outra aparecem nos atuais jovens, por mais antigas que sejam suas linhagens egípcias, uma vez que seus ascendentes podem ter viajado por todo o mundo. O que significa que você não pode nem ter uma noção de ser descendente de um egipicio, a magia antiga pode fluir por suas veias como de qualquer outro. Mas isso também significa que o que você faz e desenvolve precisa ser estudado e treinado, aprimorado com o tempo e trabalho árduo, não são natas como as dos semideuses, por exemplo.
A Casa da Vida
A Casa da Vida é a organização dos magos na atualidade. Duram agora centenas de anos, desde a antiga civilização, e foi criada como uma escola para ensinar e guiar novos magos, lhes passar os ensinamentos antigos e suas habilidades. A organização se divide em trezentos e sessenta e cinco nomos em torno do mundo, localizados nas capitais e principais cidades de diversos países, para atender o máximo de magos possível. O primeiro nomo se encontra no Egito, de onde toda a organização é controlada pelo Sacerdote-Chefe.
O Caminho dos Deuses
Em algum momento dos Séculos Dourados, os anos de glória do Egito, os magos da Casa da Vida, dedicados a proteger o equilíbrio do mundo (o Maat) perceberam que a inconstância dos deuses e seu controle sobre os mortais trazia muitos problemas. Com isso, poderosas figuras se juntaram e baniram os deuses ao Duat, os prendendo em artefatos históricos e minando seu poder. Passaram, então, a conseguir seus poderes apenas pelo estudo, e baniram de vez o Caminho dos Deuses, ou seja, a prática de seguir os ensinamentos dos seres divinos e usar de seus poderes, por meio de tomá-los como seus patronos.
Patronos
Atualmente, essa prática é permitida na Mansão Dedalus, e se resume na noção de estudar sobre um deus e seguir seus ensinamentos, aproveitar dos resquícios de seu poder na camada do Duat em que nos encontramos, mesmo que a maior parte ainda esteja banida e selada nas camadas mais profundas. Normalmente os magos se ligam aos deuses que se aproximem mais de seus ideais, histórias, habilidades e especialidades.
O Olho de Deus
Diferente dos outros panteões, os magos não lidam diretamente com semideuses, uma vez que os deuses são representações etéreas sem forma fixa no mundo físico, a camada mais superficial do Duat, onde vivemos. Assim, eles só podem se fixar no nosso mundo por meio de outros corpos. Deuses como os ctônicos, por exemplo Anúbis, podem aparecer em suas áreas de domínio, como um cemitério, mas comumente eles tomam forma por parte de outras pessoas. Pessoas com sangue mágico, magos. Mas não todos. No Antigo Egito, os deuses se uniam aos faraós, os "possuindo" e falando por suas vozes. Com seu poder total, não era difícil tomar seus corpos e controlá-los, usando-os ao seu bel-prazer para guiar os mortais. Mas, em alguns raros casos, os faraós e farangis eram poderosos o suficiente para medir força com esses seres, equilibrando o controle em seus corpos, entrando em acordos e pensando igual, até se tornarem um. Isso os transformava no que os magos chamam de "Olho de Deus", em que os poderes do mago e a infinidade de conhecimentos do deus se uniam em um só. Eram os mais poderosos seres, quando estavam de acordo. A prática de se tornar um Olho de Deus acabou junto dos faraós e do banimento dos deuses.
O Sangue dos Reis
Vários faraós têm marcas profundas na história do Egito, e seus nomes seguirão para sempre, mas alguns têm importância especial na nossa história. Segue uma explicaçãozinha breve de suas histórias e de como elas afetam suas linhagens até hoje, com algumas já ocupadas, e outras disponíveis para aqueles que se interessem: (Lembrando que não é necessário ser sucessor de um faraó ou farani para ter sangue mágico).
Amenhotep III, ou Amenófis III: O faraó responsável pela prosperidade do Nilo e da cidade de Tebas, com o culto ao deus Amón e, posteriormente, de Aton. É o pai de Akhenaton, mas seus sucessores, filhos dos irmãos do faraó mototeísta, que seguem agora a linhagem da família Lykaios, conseguiram escapar da maldição imposta a ele.
Amenófis IV, ou Akhenaton: Esposo de Nefertiti, pai de Tutancâmon, é o faraó responsável por começar o culto a Aton, o deus sol e, em sua visão, deus único. Não surpreendentemente, muitos sacerdotes se viraram contra ele e aplicaram uma maldição a sua linhagem, causando a morte prematura de todos os seus descendentes, que morrem antes dos 18 anos por uma doença misteriosa e incurável. Não possuem linhagem de sucessores conhecida.
Cleópatra VII: A última farani do Antigo Egito, no Reino Ptolomaico. Foi a responsável, ou assim dizem as más línguas, pela queda do Egito. Dizem que ela tinha um caso com Júlio César, e por isso a linhagem de seus sucessores seria manchada. São estes agora a família Rivera.
Narmer I: Uma das linhagens mais antigas de faraós, se não a mais antiga. Foi o responsável por unir o Baixo e Alto Egito em um só, e levar prosperidade ao povo, formando a Primeira Dinastia. Dizem que era um Olho de Hórus. Não possuem linhagem de sucessores conhecida.
Hatshepsut: Uma das mais importantes faranis da história do Egito, era uma conhecedora das artes, valorizou os astrônomos, matemáticos e arquitetos. Sob seu comando, a civilização prosperou por vários e vários anos. Não possuem linhagem de sucessores conhecida.
Mentuhotep: Responsável pela reunificação do Baixo e Alto Egito depois de várias guerras, foi o construtor do templo funerário Deir Elbari, onde Hatshepsut, no futuro, também foi enterrada. Não possuem linhagem de sucessores conhecida.
Ramsés II: Um dos mais poderosos magos e faraós, teve um dos maiores e mais prósperos reinados do Antigo Egito. Não era de origem nobre, provavelmente neto de sarcedotes e generais, foi um dos mais marcantes faraós existentes. Não possuem linhagem de sucessores conhecida.
Tutmés III: Enteado de Hatshepsut, por vezes suas linhagens se misturam. Foi conhecido como Napoleão do Egito por suas diversas vitórias na proteção de seu povo contra inimigos. São agora da linhagem da família Se-Bast.
Khufu: Um grande faraó da quarta dinastia, Khufu é conhecido por ter sido aquele a ordenar a criação da Grande Pirâmide de Gizé, onde foi enterrado. Não possuem linhagem de sucessores conhecida.
Xerxes I: Um faraó do Egito e rei do Império Persa, conhecido por seu ataque à Grécia. Não costuma ser bem representado, associado a tirania, e foi morto por seus próprios comandantes. Não possuem linhagem de sucessores conhecida.
366° Nomo: A Mansão Dedalus
A Mansão Dedalus foi criada por um mago do vigésimo primeiro nomo da Casa da Vida, Icaro Lykaios. Ele foi expulso de seu nomo ao buscar pesquisar sobre o Caminho dos Deuses e os outros panteões existentes, e resolveu formar um nomo que abrigaria semideuses e magos das principais mitologias, os guiando e protegendo e, principalmente, possibilitando o estudo do Caminho dos Deuses. A Casa da Vida, e o Sacerdote-Chefe, consideraram esse um ato de extrema heresia, levando em conta o perigo de se mexer com os deuses, e baniram o mago e a mansão como um de seus nomos. Então, eles começaram a agir independentemente.
As armas dos magos
O que os magos podem ou não fazer depende de suas habilidades, do que estudam e buscam aprender. O estilo de magia de um pode ser guiado por sua especialidade, patrono, ou própria preferência, e acontece na cor de sua aura, que representa o caráter da pessoa e pode mudar de acordo com transformações significativas em sua vida. Algumas ferramentas são disponibilizadas para que eles possam ter uma maior facilidade. Elas compõem o Kit Básico de Magia Egípcia, que pode ser pedido a um shabti quando necessário. E são:
Pergaminhos e Penas: Várias habilidades dos magos precisam do uso de hieróglifos, palavras-chaves ou imagens, que podem ser desenhadas com as varinhas no ar ou mantidas em pergaminhos para mais fácil acesso. Assim, o Kit vem acompanhado de pergaminhos, tintas e penas para as devidas anotações ou invocações.
Giz e/ou Barbante: Esses curiosos elementos são extremamente úteis na criação de barreiras de proteção, que podem ser desenhadas no chão ou interligadas por fitas ou barbantes, que acompanham o Kit.
Cajado: O cajado é um item de ataque. Serve para guiar e invocar encantamentos. Dentro de seu kit, virá na forma de um inofensivo galho, que se transforma em um cajado a seu gosto e preferência, quando comandado.
Varinha: A varinha é um item de defesa, e costuma acompanhar o cajado, sendo segurada na mão dominante. Juntos, eles representam o gancho e o mangual de um faraó, símbolos de poder. Ela tem o formato de um bumerangue, feito de madeira, que pode ser escolhida pelo usuário, e pode representar algumas coisas sobre sua personalidade e estilo de magia. Segue uma lista das possíveis madeiras, tanto da varinha quanto do cajado, para melhor análise:
Alder (Amieiro)
Amieiro é um tipo de madeira inflexível, embora seu dono ideal não possa ser teimoso e obstinado, mas sim gentil, atencioso e simpático. Embora muitos tipos de madeira de varinha tenham relação com a personalidade de seu dono, o Amieiro é atípico na medida em que procura uma natureza que é, se não precisamente oposta de sua própria, muito diferente em vários aspectos. Quando uma varinha de Amieiro é colocada nas mãos certas, ela torna-se uma companheira magnífica e extremamente leal. De todos os tipos de varinha, o Amieiro é mais eficiente com feitiços não-verbais, o que faz com que ele seja mais adequado à magias de invocação, por vezes elementares.
Apple (Macieira)
As varinhas de Macieira não são feitas em grande número. Elas são poderosas e funcionam melhor com pessoas ambiciosas, uma vez que esse tipo de madeira não se mistura muito bem com magia negra. É dito que o proprietário de uma varinha de Macieira será muito amado e viverá por muito tempo e eu tenho notado que os clientes mais vaidosos se encaixam perfeitamente com ela. Uma habilidade incomum de conversar com outros seres mágicos em suas respectivas línguas é encontrada nos proprietários desse tipo de varinha, extremamente útil em magias de convencimento.
Aspen (Álamo)
Álamo, um tipo de madeira de qualidade, branca e refinada e muito valorizada por todos os fabricantes de varinha por seus estilo que remete ao marfim e seu charme incomparável. O proprietário da varinha de Álamo é geralmente um duelista de primeira, ou é destinado ser, já que esse tipo de varinha é frequentemente utilizado na magia marcial. De acordo com minha experiência, os donos desse tipo de varinha são, em sua maioria, fortes de espírito e determinados, além de propensos a serem atraídos por missões; essa é uma varinha para revolucionários.
Beech (Faia)
Uma varinha para magos experientes e inteligentes, aprecia a sabedoria antes da força, e projeta isso em suas magias. É um material para aqueles que buscam construir, inovar, experimentar e testar coisas novas. Firme, rígida e nada volátil, é ótima para esse tipo de experimentação, perfeita para a escrita de hieróglifos e magias sutis e complexas.
Blackthorn (Espinheiro-negro)
O Espinheiro-Negro, que é uma varinha muito incomum, tem a reputação de adequar-se melhor a um guerreiro. É uma característica curiosa que o arbusto de Espinheiro-Negro, que ostenta espinhos perversos, produza as mais doces frutas mesmo após geadas duras e as varinhas feitas desse material parecem precisar passar por algum perigo ou dificuldade para conectar-se de fato ao seu proprietário. Dada essa condição, essa varinha se tornará tão leal e fiel quanto espera-se de um servo.
Cedar (Cedro)
Proprietários de varinhas de cedro são inegavelmente corajosos e altruístas. Mas mais que isso, são extremamente leais, e quando pessoas que amam estão em perigo, são extremamente impiedosos. Não são alguém com quem se queira cruzar. A varinha parece se fortalecer diante de emoções poderosas, o que pode a tornar volátil, mas é um material difícil de se enganar, como seu portador.
Cherry (Cerejeira)
A madeira oriental, além de muito bela e por vezes usada de forma ornamental, é voltada para magias excepcionais, exibicionistas. Muito utilizada por aqueles voltados a magias ilusionistas, seus portadores costumam ser confiantes e extravagantes.
Chestnut (Castanheira)
A varinha de castanheira se atrai por bruxos e bruxas que são habilidosos em domar criaturas, mágicas ou não, como Encantadores de Animais. Seus portadores costumam ser bons e gentis com todas as formas de vida, leais e, principalmente, justos.
Cypress (Cipestre)
Varinhas de cipestre são associadas à nobreza. Conhecer um portador de uma varinha com essa madeira é conhecer alguém que terá uma vida e morte heróica. Felizmente, em tempos menos sedentos de sangue, os possuidores de varinhas de cipestre raramente são solicitados para sacrificar suas vidas, apesar de que, sem dúvidas, muitos deles fariam isso se necessário. Varinhas de cipestre encontram sua alma gêmea entre os bravos, corajosos e os que se sacrificam: aqueles que não têm medo de confrontar as sombras de sua própria natureza ou de outros.
Dogwood (Corniso)
Varinhas de corniso são excêntricas e travessas; elas possuem uma natureza brincalhona e insistem em parceiros que podem prover a elas uma variedade de animação e diversão. Seria bem errado, no entanto, deduzir a partir disso que varinhas de corniso não são capazes de realizar magia séria quando invocadas para isso; elas tem sido conhecidas por realizar feitiços extraordinários sob circunstâncias difíceis, e quando combinadas com uma bruxa ou bruxo adequadamente inteligente e engenhoso, podem produzir encantamentos deslumbrantes. Um interessante ponto fraco de muitas varinhas de corniso é que elas não se adequam bem a realizar feitiços não-verbais e são frequentemente bem barulhentas.
Ebony (Ébano)
Essa varinha de madeira extremamente negra possui aparência e reputação impressionantes, sendo altamente recomendada para duelos e guerreiros. Ébano é mais feliz nas mãos daqueles com a coragem para serem eles mesmos. A combinação perfeita para a varinha de ébano é alguém que irá se agarrar firme em suas crenças, não importa a pressão externa, e que não será desviado nem ligeiramente de seus propósitos.
Elm (Olmo)
As varinhas de olmo preferem donos com presença, destreza mágica e uma certa dignidade natural. De todas as madeiras de varinhas, olmo é a que produz menos acidentes, o menor número de erros tolos e os encantamentos e feitiços mais elegantes; essas são varinhas sofisticadas, capazes de magia altamente avançada nas mãos certas.
English Oak (Carvalho-roble)
Uma varinha para os tempos bons e ruins, ela é uma companheira tão leal quanto o mago que a merece. Varinhas de carvalho-roble demandam parceiros fortes, corajosos e fieis. Menos conhecida, é uma tendência dos donos das varinhas de carvalho-roble ter uma poderosa intuição, e, frequentemente, uma afinidade com a magia do mundo natural, com as criaturas e plantas utilizadas pelos magos, tanto para magia quanto para o prazer. A árvore de carvalho é chamada de Rainha da Floresta do solstício de inverno até o de verão, e sua madeira deve apenas ser coletada durante esse período.
Fir (Abeto)
Não há duvidas de que essa madeira, vindo da mais elástica das árvores, produz varinhas que demandam resistência e força de vontade de seus verdadeiros donos, e que elas são ferramentas pobres nas mãos dos inconstantes e indecisos. Varinhas de abeto são particularmente adequadas para magias de construção, produtores e similares, e favorecem donos focados, com mente forte e, ocasionalmente, de comportamento intimidador.
Hawthorn (Espinheiro)
O espinheiro "faz uma varinha estranha e contraditória, tão cheia de paradoxos como a árvore que lhe gerou, cujas folhas e flores curam, mas cujos galhos cortados cheiram à morte." São complexas e intrigantes em sua natureza, assim como os donos que melhor se adaptam a elas. Varinhas de espinheiro podem ser particularmente apropriadas para magia curandeira, mas elas também são adeptas às maldições, e eu observei que, no geral, a varinha de espinheiro parece mais confortável inserida em uma natureza em conflito, ou com uma bruxa ou bruxo passando por um período de perturbação.
Hazel (Aveleira)
Uma varinha sensível, as de aveleira frequentemente refletem o estado emocional de seu dono, e funcionam melhor para um mestre que entende e consegue administrar seus próprios sentimentos. Outros devem ser bem cuidadosos ao lidar com uma varinha de aveleira se o seu dono recentemente ficou muito irritado ou sofreu uma decepção séria, porque a varinha irá absorver essa energia e liberar de forma imprevisível. Entretanto, os aspectos positivos de uma varinha de aveleira mais do que compensam eventuais desconfortos, isso porque ela é capaz de realizar magia extraordinária nas mãos de alguém habilidoso, e são voltadas para magias elementares.
Holly (Azevinho)
Azevinho é um dos mais raros tipos de madeira para varinha. Tradicionalmente considerado protetor, funciona melhor para aqueles que talvez precisem de ajuda para superar uma tendência a raiva e a impetuosidade. Ao mesmo tempo, varinhas de azevinho costumam escolher donos que estão frequentemente envolvidos em situações perigosas ou buscas espirituais. É perfeita para magos voltados às artes de necromancia.
Hornbeam (Álamo-branco)
O álamo-branco seleciona como parceiro para a vida os bruxos ou bruxas talentosos com uma única e pura paixão (às vezes obsessão). Varinhas de álamo-branco se adaptam mais rapidamente que quase qualquer outra ao estilo de magia de seu dono e se tornam tão personalizadas tão rapidamente, que outras pessoas acharão extremamente difícil conjurar até mesmo os mais simples feitiços com ela. Varinhas e álamo-branco absorvem o código de honra de seu dono, seja ele qual for e se recusa a realizar atos - para o bem ou para o mal - que não se encaixam nos princípios de seu mestre. Uma varinha particularmente sintonizada a quem a usa e consciente.
Maple (Carvalho Silvestre)
Eu frequentemente percebo que aqueles que são escolhidos por uma varinha de carvalho silvestre são, por natureza, viajantes e exploradores. Não são varinhas para ficar em casa e preferem ambição em magos se não sua magia fica pesada e sem brilho. Novos desafios e mudanças regulares de cenário fazem essa varinha literalmente brilhar, polindo-se enquanto cresce, junto com seu parceiro, em habilidade e status. Essa é uma bonita e desejável madeira e a varinha de carvalho silvestre de qualidade tem estado entre as mais caras por séculos. Possuir uma dessas tem sido por muito tempo uma marca de status, devido a sua reputação de varinha de grandes realizadores.
Pine (Pinheiro)
A varinha reta e granulada de pinheiro sempre escolhe um mestre independente e individualista que pode ser visto como solitário, intrigante e talvez, misterioso. Varinhas de pinheiro gostam de ser usadas criativamente e, ao contrário de algumas outras, se adaptam sem protestos a novos métodos e feitiços. Varinhas de pinheiro são capazes de detectar e ter uma melhor performance com donos que estão destinados a longas vidas, e eu confirmo isso, já que nunca conheci pessoalmente um mestre de varinha de pinheiro que tenha morrido jovem. A varinha de pinheiro é uma das mais sensíveis à magia não-verbal, voltadas a artes como a de necromancia.
Red Oak (Carvalho Vermelho)
Você frequentemente ouvirá os ignorantes dizerem que carvalho vermelho é um sinal infalível de que o dono é temperamental. Na verdade, a combinação perfeita para uma varinha de carvalho vermelho é um dono de incomuns reações rápidas, tornando-a uma varinha perfeita para duelos. Menos comum que o Carvalho Inglês, eu acredito que seu mestre ideal seja veloz no tato, tenha capacidade de raciocínio rápido e seja adaptável, frequentemente um criador de distintos feitiços com marcas únicas e um bom homem ou mulher para se ter ao lado em uma briga.
Rowan (Sorveira)
A madeira de sorveira tem sido sempre muito favorável para varinhas, porque tem reputação de ser mais protetora que qualquer outra e, na minha experiência, executa todo tipo de feitiço de defesa de forma especialmente forte e difícil de quebrar. Sorveira é melhor colocada com os mente aberta e coração puro, mas essa reputação de virtude não deve enganar ninguém - essas varinhas são equivalente a qualquer outra, geralmente as melhores.
Vine (Videira)
Varinhas de videira estão entre os tipos menos comuns e fico intrigado ao notar que seus donos são quase sempre magos ambiciosos, que têm uma visão incomum e que frequentemente surpreendem aqueles que pensam que os conhecem. Esse tipo de varinha parece se atrair fortemente por pessoas de personalidade obscura e excêntrica.
Walnut (Nogueira)
A varinha de nogueira é comumente oferecida, em primeira mão, aos magos de extrema inteligência, pois em nove de cada dez casos, o mago e a varinha se completam e fazem uma combinação ideal. Esse tipo de varinha é geralmente encontrado nas mãos de mágicos inventores e inovadores. A nogueira é uma madeira linda, dotada de uma versatilidade incomum. Uma nota de aviso, entretanto: embora alguns tipos de madeira de varinha sejam difíceis de lidar e por vezes resistem a realizar feitiços que não compactuam com sua natureza, a varinha de nogueira vai, uma vez subjugada, realizar qualquer tarefa que seu dono desejar, desde que este saiba como dominá-la. Isso torna-a uma arma letal nas mãos de um mago inexperiente, já que a varinha e a pessoa podem sugar as energias um do outro de uma maneira nem um pouco saudável.
Willow (Salgueiro)
O salgueiro é uma madeira incomum que possui o poder da cura e ao longo dos anos, o dono ideal para esse tipo de varinha é um tanto quanto inseguro, por mais que tente esconder esse sentimento. Têm selecionado proprietários de grande potencial, ao invés dos que acreditam ter pouco a aprender.
Yew (Teixo)
A varinha de teixo é conhecida por dar ao seu dono o poder da vida e da morte o que pode, obviamente, ser dito de todas as varinhas e é dotada também de uma reputação temerosa no que se refere à duelos e maldições. O bruxo(a) com o qual a varinha tem maior aptidão pode mostrar-se um protetor/defensor de seus iguais. Varinhas feitas dessas árvores mais antigas foram encontradas tanto na posse de heróis quanto na de vilões. Onde um mago é sepultado com uma varinha de teixo, esta geralmente faz brotar uma árvore guardiã para proteger o túmulo de seu mestre. O que é certo, de acordo com minha experiência, é que a varinha de teixo jamais escolheria um proprietário tímido ou inexperiente.
